domingo, 25 de outubro de 2009

encerrAção


Infiltração foi o projeto que nos exigiu dedicação extra e, proporcionalmente, nos deu muita satisfação. A ação durou exatamente um ano: de outubro de 2008, quando começou a ser pensada, até outubro de 2009, quando foi realizado o encerramento. Propomo-nos a alimentar nosso blog semanalmente, com 30 segundos dos trabalhos presentes na Mostra, além de textos e outras referências ao assunto, criando um desdobramento do projeto em forma de registros. A ‘infiltração’, de certa forma, estava lentamente ficando visível.
O projeto nasceu da vontade de mostrar uma produção em vídeo, ainda não classificável, que dilui as fronteiras entre cinema e artes plásticas, de forma consistente e inovadora. Tendo a água como pretexto e fio condutor, os 32 vídeos investigam assuntos diversos, como: referências ao corpo, à cidade, à fé, à memória, à solidão em vários graus e tonalidades; situações de deslocamento físico e conceitual; fluxos de imagens e pensamentos; associações com as propriedades da água, como transparência, reflexão e fluidez.
Os 32 trabalhos foram apresentados em quatro espaços públicos de exposição: a Galeria do DMAE, o Centro Municipal de Cultura, o Porão do Paço Municipal e a Usina do Gasômetro, sempre infiltrados em exposições de outros artistas. Cada espaço exibiu 8 vídeos diferentes.
A Mostra aconteceu entre 03 de setembro e 11 de outubro de 2009, quando ocorreu a encerrAção, sob uma forte chuva em Porto Alegre. A busca por espaços expositivos pouco ortodoxos, intenção cada vez mais presente nos trabalhos do Cine Água, fez com que projetássemos todos os trabalhos participantes em uma das tremonhas do 4º andar da Usina do Gasômetro, no último dia da Mostra, cujo vídeo-registro pode ser visto no endereço http://www.youtube.com/user/cineagua?gl=BR&hl=pt.
O Cine Água agradece aos artistas participantes, à Coordenação de Artes Plásticas da PMPA, à TVE (Programas Estação Cultura e TV Cine) e às pessoas direta ou indiretamente envolvidas com o projeto: Marcus Mello, Jaime Pereira, Paulo Germano Daisy Viola, Enir Silva e os estagiários do Atelier Livre, Isnard Prates, Paula Barreto, Guilherme Whitaker e aos artistas que tiveram suas exposições infiltradas.

cine água = dirnei prates + nelton pellenz
outubro/2009








domingo, 11 de outubro de 2009

30 SEGUNDOS DE INFILTRAÇÃO - por Nelton Pellenz

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sábado, 10 de outubro de 2009

Venha tomar água e comer bolachinhas de água e sal com a gente neste domingo, dia 11 de outubro, e assistir os 32 trabalhos da Mostra Infiltração, que estarão sendo projetados no 4o andar da Usina do Gasômetro, das 14 às 20 h.



Na Centro Municipal de Cultura acontece a Mostra Infiltração, paralelamente com a exposição de gravuras de Raquel Lima. Neste espaço podem ser vistos os trabalhos de Joacélio Batista, Cristina Ribas, Dirnei Prates, Carlo Sansolo, Cláudia Paim, Ricardo E. Machado, Manuele Eichner e Lucas Bambozzi.
Um passeio pelos espaços do CMC, pode ser visto em http://www.youtube.com/user/cineagua?gl=BR&hl=pt

domingo, 4 de outubro de 2009

30 SEGUNDOS DE INFILTRAÇÃO - por Rachel e Maurício Castro

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sábado, 3 de outubro de 2009

Infiltração - Galeria do DMAE






















Na Galeria do DMAE, a mostra infiltração acontece com a exposição "mil águas" de Bernhard Gál, que dialoga perfeitamente com o projeto. Neste espaço estão os trabalhos de Camila Mello.Cristiana Miranda, Dellani Lima, Erika Fraenkel, Niura Borges e Fernanda Stein,Helvécio Marins Jr., Lia Letícia e Nadam Guerra.

domingo, 27 de setembro de 2009

30 SEGUNDOS DE INFILTRAÇÃO - por Luiz Roque Filho

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Fronteiras Diluídas

A matéria abaixo é de autoria do jornalista Daniel Feix e foi publicada no blog Primeira Fila, do jornal Zero Hora
http://www.hagah.com.br/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&pg=1&uf=2&local=18&regionId=13&template=4062.dwt&blog=235&tipo=1&coldir=1&channel=69


Já se falou, aqui neste blog, aqui neste jornal e em outros espaços, que o CineEsquemanovo (CEN) - Festival de Cinema de Porto Alegre tem demonstrado bem claramente o estreitamento das relações entre o cinema e as artes visuais. Isso graças a uma linha curatorial arejada, que privilegia propostas estéticas diferenciadas.
É bem fácil de entender essa aproximação: a ideia original do CEN sempre foi olhar todos os suportes de realização cinematográfica sem preconceitos, o que naturalmente abriu espaço para o vídeo, que por suas próprias limitações plásticas impõe em forma de desafio aos cineastas uma certa inventividade formal - usar uma daquelas câmeras de vídeo digital para fazer um filme "novela das oito" não rola, né?
O caminho, assim, fica aberto para filmes sejam classificados como videoarte - e vice-versa. Não à toa, diversos trabalhos já exibidos no CEN - e inclusive premiados com os principais troféus do festival - também percorreram o circuito de arte. Que por sua vez também vive um momento de expansão, já tendo incorporado a própria linguagem do cinema em parte de sua produção.
Um exemplo bem palpável de como essas fronteiras andam diluídas: um dos melhores, se não o melhor filme exibido em Porto Alegre este ano, que motivou o Segundo Caderno aqui da ZH a fazer uma capa sobre ele, apesar de só ter passado em duas ou três sessões numa mostra especial da Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro, foi Hunger. Primeiro - assim chamado - filme do artista plástico inglês Steve McQueen, esse trabalho perturbador é centrado na figura de um ativista do IRA preso na Irlanda do Norte na década de 1980. Ganhou o Camera d'Or, troféu concedido ao melhor longa da mostra de diretores estreantes, no Festival de Cannes de 2008. Não é pouca coisa, muito pelo contrário.
Pois aqui no Sul - e este é o objetivo deste post - o CineEsquemaNovo já se tornou mais que um exemplo desses intercâmbios entre as linguagens, por assim dizer. Tornou-se, na verdade, a principal vitrine para quem trabalha com esse intercâmbio - entre aquelas vitrines do circuito cinematográfico.
E, veja você a coincidência, na semana em que o festival porto-alegrense anunciou os títulos concorrentes da edição 2009, que será realizado de 17 a 24 de outubro, foi aberta na cidade uma - ao que tudo indica interessantíssima - mostra coletiva de vídeo intitulada Infiltração.
É, como já disse, uma mostra de vídeo. Ou, se levarmos em conta as classificações tradicionais, uma mostra de artes visuais. Mas que apresenta entre seus trabalhos selecionados vídeos - ou seriam curtas, ou os dois? - de vários videomakers - ou seriam cineastas, ou artistas visuais? - que são figuras carimbadas da programação do CEN.
O Gustavo Spolidoro, cineasta e curador do festival, foi quem alertou: nada menos que oito realizadores presentes em Infiltração têm alguma relação com o CEN. Aí vai um copy + paste da lista que ele enviou:
Luiz Roque: parceiro desde o primeiro CEN, criador do troféu do festival;
Cris Lenhardt: já teve filmes concorrendo no CEN e tem este ano seu curta Sentinela na mostra competitiva;
Kika Nicolela: participou de três edições do festival, sendo premiada no primeiro CEN;
Marcelo Gobatto: fez sessão paralela no CEN 2007;
Dirnei Prates: participou de três festivais e foi premiado em um;
Nelton Pellenz: participou de uma edição e foi premiado;
Marcellvs: participou de dois CEN e num deles levou o premio principal, de melhor curta do evento;
Lucas Bambozzi: teve trabalhos em mostras especiais do festival.
Vou usar aqui a mesma frase que usei acima ao falar do Steve McQueen: não é pouca coisa, muito pelo contrário.


PS:Vale Lembrar que os mineiros Helvécio Marins jr. e Dellani Lima e os gaúchos James Zortéa, Cristina Ribas e Rochele Zandavalli também já participaram do CEN e estão na Mostra Infiltração.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Infiltração - Usina do Gasômetro









Em conjunto com Infiltração, acontece no 4º andar da Usina do Gasômetro a exposição (Des)encontros, de Magna Sperb. Na Usina podem ser vistos os trabalhos de Christian Caselli, Kika Nicolela, Pablo Paniágua, Paula Barreto, Luiz Roque Filho, Biah Werther, Rachel e Maurício Castro e Rochele Zandalli.
Um breve passeio pela Mostra na Usina do Gasômetro, você vê em:
http://www.youtube.com/watch?v=vV-IkOe0YLg&feature=channel

domingo, 20 de setembro de 2009

Infiltração - Porão do Paço Municipal




A Mostra no Porão do Paço Municipal está infiltrada na exposição coletiva Dualidades, de Rodrigo Núñez, Adriana Daccache, Kátia Costa e Antônio Augusto Bueno. Neste espaço estão sendo exibidos os trabalhos de Sonia Guggisberg, Cristiano Lenhardt, Eny Schuch, Louise Ganz, James Zortéa, Nelton Pellenz, Marcellvs L., e Marcelo Gobatto e Juliano Ambrosini.
Um breve passeio pelas mostras no Porão do Paço pode ser visto em:

30 SEGUNDOS DE INFILTRAÇÃO - por Ricardo E. Machado

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sábado, 19 de setembro de 2009

30 SEGUNDOS DE INFILTRAÇÃO - por Niura Borges e Fernanda Stein

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domingo, 6 de setembro de 2009

30 SEGUNDOS DE INFILTRAÇÃO - por Dirnei Prates

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Infiltração sob a chuva de Porto Alegre

Infiltração começou nesta quinta, dia 03 de setembro, sob a chuva e umidade de Porto Alegre.

Paulo Germano, Jornalista da ZH, publicou uma matéria bem bacana sobre a mostra: http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?ource=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=222418&blog=118&coldir=1&topo=3994.dwt (clique em veja o blog completo)

Guilherme Whitaker e o pessoal do Curta o Curta, também colocaram no site uma chamada
"infiltrativa" muito bem vinda : http://www.curtaocurta.com.br/jornal/1964/

domingo, 30 de agosto de 2009

CINEMA É CACHOEIRA


Em 2003, o professor e pesquisador Arlindo Machado realizou a mostra Três Décadas do Vídeo Brasileiro, estabelecendo como marco inicial da produção videográfica no Brasil o trabalho M 3X3, uma coreografia para vídeo concebida pela bailarina Ana Lívia Cordeiro e gravada pela TV Cultura de São Paulo, em 1973. Segundo Machado, este trabalho é, até prova em contrário, o mais antigo tape da história do nosso vídeo, conservado e acessível para exibição ainda hoje.
Desde então, diversos foram os artistas a explorar as especificidades do formato, e em poucos anos o Brasil já seria reconhecido internacionalmente por suas contribuições à videoarte, graças notadamente ao trabalho de nomes como Éder Santos, Lucas Bambozzi, Arthur Omar e Carlos Nader, entre outros. O Rio Grande do Sul, no entanto, sempre mais resistente às inovações, levou algum tempo para apropriar-se do vídeo e é só a partir da última década que a produção dos videoartistas locais começa a ganhar destaque. Um movimento que coincide justamente com a migração do cinema para museus, galerias de arte e outros espaços expositivos, impulsionada pelo desenvolvimento da tecnologia digital.
“Cinema de museu”, “cinema expandido”, “cinema de exposição” ou “transcinema” são apenas alguns dos termos que a crítica vem utilizando para definir este fenômeno, no qual se insere a exposição Infiltração, com trabalhos que estabelecem um diálogo direto com as experiências dos cinemas de vanguarda levadas a cabo nas décadas de 20 e 30 do século passado. Como se estivessem inspirados pela célebre definição do pioneiro Humberto Mauro, para quem “cinema é cachoeira”, os 32 artistas (não apenas gaúchos) aqui reunidos de certo modo reescrevem este cinema – das pesquisas dos surrealistas às sinfonias da cidade –, num esforço de recuperar a vocação original da imagem em movimento para produzir efeitos poéticos.

Marcus Mello
Crítico de cinema, editor da revista Teorema